Sacerdote africano batizou 175 pessoas na véspera de ter sido morto a tiro
O seu funeral foi celebrado no dia 1 de julho na Catedral de São Pedro Claver, em Bangassou.
Apenas um dia antes da sua morte, a 28 de junho, o padre Crépin batizou 175 pessoas, num dos seus últimos atos pastorais.
Na manhã de 29 de junho, acompanhou os recém-batizados até ao rio Mbomou, antes de regressar à Paróquia de São João Batista, em Zémio, onde exercia funções de vigário.
Mais tarde nessa noite, por volta das 18h43, o padre foi vítima de uma emboscada enquanto regressava à reitoria da paróquia. O ataque terá ocorrido na estrada entre um posto de controlo das Forças Armadas da República Centro-Africana (FACA) e a residência paroquial. Foi mortalmente alvejado, enquanto uma paroquiana que viajava com ele ficou gravemente ferida.
A identidade dos agressores continua desconhecida e nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.
O Bispo Aurelio Gazzera, de Bangassou, acredita que o Padre Crépin poderá ter sido alvo do ataque devido aos seus esforços incansáveis para promover a paz e a reconciliação no sudeste da República Centro-Africana, uma região afetada por grupos armados, forças governamentais e mercenários russos da Wagner.
Na qualidade de presidente do Comité Local para a Paz e a Reconciliação, o padre Crépin trabalhou para restabelecer a confiança entre comunidades divididas e encorajou os aldeões a não fugirem para a selva sempre que patrulhas armadas passavam pela zona.
Tradução de IA