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Sacerdote africano batizou 175 pessoas na véspera de ter sido morto a tiro

A Igreja Católica na República Centro-Africana está de luto pela perda do padre Crépin Martial Monga-Hadassi, de 35 anos, que foi assassinado a 29 de junho enquanto prestava serviço numa das regiões mais assoladas pelo conflito do país.

O seu funeral foi celebrado no dia 1 de julho na Catedral de São Pedro Claver, em Bangassou.

Apenas um dia antes da sua morte, a 28 de junho, o padre Crépin batizou 175 pessoas, num dos seus últimos atos pastorais.

Na manhã de 29 de junho, acompanhou os recém-batizados até ao rio Mbomou, antes de regressar à Paróquia de São João Batista, em Zémio, onde exercia funções de vigário.

Mais tarde nessa noite, por volta das 18h43, o padre foi vítima de uma emboscada enquanto regressava à reitoria da paróquia. O ataque terá ocorrido na estrada entre um posto de controlo das Forças Armadas da República Centro-Africana (FACA) e a residência paroquial. Foi mortalmente alvejado, enquanto uma paroquiana que viajava com ele ficou gravemente ferida.

A identidade dos agressores continua desconhecida e nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

O Bispo Aurelio Gazzera, de Bangassou, acredita que o Padre Crépin poderá ter sido alvo do ataque devido aos seus esforços incansáveis para promover a paz e a reconciliação no sudeste da República Centro-Africana, uma região afetada por grupos armados, forças governamentais e mercenários russos da Wagner.

Na qualidade de presidente do Comité Local para a Paz e a Reconciliação, o padre Crépin trabalhou para restabelecer a confiança entre comunidades divididas e encorajou os aldeões a não fugirem para a selva sempre que patrulhas armadas passavam pela zona.

Tradução de IA
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