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Achados arqueológicos no subsolo do Santo Sepulcro correspondem ao Evangelho de São João

Novas descobertas arqueológicas sob a Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, parecem corresponder à descrição de São João do local onde Jesus Cristo foi sepultado.

Uma equipa da Universidade Sapienza de Roma, liderada pela arqueóloga Francesca Romana Stasolla, encontrou indícios de túmulos escavados na rocha, bem como pequenas áreas onde outrora cresciam videiras e, possivelmente, oliveiras.

A descoberta é especialmente interessante porque São João descreve um jardim perto do local onde Jesus foi crucificado: «Ora, no lugar onde foi crucificado, havia um jardim, e no jardim um túmulo novo» (João 19:41). O Evangelho afirma que Jesus foi sepultado ali porque o túmulo se encontrava nas proximidades.

As escavações não provam que um determinado túmulo fosse o túmulo de Cristo. No entanto, revelam que a área em torno dos locais tradicionalmente atribuídos ao Calvário e ao túmulo de Cristo se assemelhava muito ao cenário descrito no Evangelho.

A área era originalmente uma pedreira. Depois de ter deixado de ser utilizada para a extração de pedra, partes dela transformaram-se num cemitério, enquanto outras áreas passaram a ser utilizadas para o cultivo de plantas. No século I, o local situava-se fora das muralhas da cidade de Jerusalém, o que também se coaduna com a sua utilização como local de sepultamento.

Mais tarde, a área passou a fazer parte da cidade em expansão e foi alterada sob o reinado do imperador romano Adriano. No século IV, o imperador Constantino construiu uma igreja cristã sobre os locais tradicionalmente considerados como sendo o Calvário e o túmulo de Cristo.

As descobertas oferecem uma visão fascinante do aspeto que a área poderia ter tido na época de Jesus e demonstram que a descrição de São João de um jardim e de um túmulo nas proximidades se coaduna com as evidências arqueológicas encontradas sob um dos locais mais sagrados do cristianismo.

Tradução de IA
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